Cabaça

 

ca.ba.ça/substantivo. Um tipo de legume parecido com abóbora que quando seca fica com a casca dura, podendo ser transformada em um tipo de cantil que leva água no caminho das roças. Uso:  Maria, encha a cabaça com água fria que estou indo para o roçado. (CARDOSO, 2011).

Capacho

 

ca.pa.cho/substantivo. Pessoa que não tem voz própria, que se humilha diante das autoridades. Uso: O marido dela é um capacho (CARDOSO, 2011).

Chupado

chu.pa.do/adjetivo. Sugado. O rio sugado, chupado, tonto, inchado, minguando (LOPES, 1992, p. 86).

Cabeça-de-Touro

 

Um tipo de espinho que fica espalhado no chão, contendo duas pontinhas que lembram um par de chifres.  Uso: O espinho cabeça-de-touro fura até sandália havaiana (CARDOSO, 2011).

Capão

ca.pão/substantivo. Refere-se ao galo castrado. Uso:  Todo ano, Josefa mata um capão na festa de São Benedito (CARDOSO, 2011).

Churumela

chu.ru.me.la/substantivo. Chateação. Uso:  Menino, deixe de churumela! (CARDOSO,  2011).

Cabeçada

ca.be.ça.da/substantivo. 1. Objeto feito do couro do gado para colocar na cabeça do cavalo; 2. Correia ou alça que, passando por trás das orelhas, sustenta o cavalo e para. Uso: Coloque a cabeçada do cavalo no torno.

Capar

ca.par/verbo. Inutilizar o órgão reprodutor masculino, através da extração dos testículos ou da interrupção de suas funções através de mutilação.

Cia

ci.a/substantivo. Do verbo ciar. sela e a barriga do animal. Uso: Menino prenda bem a cia do  cavalo!

Cabedal

 

ca.be.dal/substantivo. O mesmo que rebanho. Uso:  Ter disposição para tanger um cabedal de ovelha no fim da tarde é uma sorte na vida (CARDOSO, 2011). 

Capela

ca.pe.la/substantivo:  Lugar de reza. Um tipo de espaço da comunidade onde se faz missa.

Ciloura

ci.lou.ra/substantivo. Cueca comprida usada para dormir. Uso:  Bento comprou uma ciloura nova. 

Caboclo

 

ca.bo.clo/substantivo. 1. Diz-se do espírito que se manifesta durante práticas religiosas, como a do Samba-de-Véio. 2. Em outras acepções, acredita-se que é o espírito de um índio, que vem durante a manifestação não com o intuito de assustar ou fazer mal, mas com a intenção de ajudar, dar conselhos de sabedoria, curar enfermidades e celebrar a vida. Uso: Desceu o caboclo nele (CAVALCANTE, 2014).

Capim santo

Expressão adjetiva. [Bot.] - Capim-santo é o nome popular de uma planta, o mesmo que capim-limão. (FERREIRA, 2014) Uso: Aqui eu tenho capim santo para remédio. (IRPAA, 2012).

Cismado

cis.ma.do/substantivo. Alguém que fica com duvida em relação a alguma coisa, ou que não gosta muito de alguém, fica cismado com ela. (RIOS, 2009) Uso: João ficou cismado com Julia, pois ele não foi com a cara dela.

Caboclos-do-Mato

 

Faz referência aos espíritos de índios que viviam no mato.  Uso: De repente: zurupuctum, bum bum bum, zurupuctum, Tum Tum Tum.. – É barulho dos caboclos-do-mato. Três Ave Maria, cinco Pai Nosso, oração de São Sebastião (LOPES, 1992, p. 30).

Capoeira

ca.po.ei.ra/substantivo. Mata que se corta (BUENO, 1898) ou derruba para lenha ou outros fins. 2. Mato fino (BUENO, 1898) que cresceu onde foi derrubada a mata virgem. 3. Espécie de cesto fechado ou gaiola de taquara onde se criam ou se alojam provisoriamente capões e outras aves domésticas. (BUENO, 1898). 4. Jogo atlético (BUENO, 1898), ou luta, criado no Brasil, entre os negros, em que os participantes, armados ou não de faca, pau, navalha, disputam com extrema agilidade, servindo-se especialmente das pernas. (A capoeira surgiu no período da escravidão, foi praticada como luta de rua durante o século XIX e atualmente é um esporte mundialmente reconhecido, com praticantes em todos os continentes. Uso: José cortou toda a capoeira da sua roça.

Cisterna

cis.ter.na/substantivo. 1. Reservatório para captação de água da chuva. 2. Poço. (FERREIRA , 2014) Uso: Cisterna de captação de água de chuva hoje garante um acesso a agua potável. (IRPAA, 2008)

Cabra

 

ca.bra/substantivo 1. A fêmea do bode que é por natureza a mãe dos cabritos. 2. No semiárido baiano, o nome cabra também significa homem com suas variações: cabra, cabra macho, cabra valente, cabra frouxo, cabra desarrumado, cabra velho, etc. Uso: Pense num cabra frouxo! (CARDOSO, 2011).

Capote

s.m. blusa de frio. Ex: Esqueci o capote no carro.

 

 

Cisterna calçadão

Um tipo de cisterna que capta a água de chuva por meio de um calçadão de cimento de 200 m2, construído sobre o solo. (FERREIRA, 2014) Uso: A minha cisterna calçadão armazena 52 mil litros de agua. (IRPAA, 2012).

Cabresto

 

ca.bres.to/substantivo. O cabresto é uma peça de arreio usada cabeça dos animais para guiá-los nas caminhadas ou passeios.  Sinônimo: cabeçada.  Uso: Para fazer um passeio seguro não solte o cabresto deste cavalo (CAFÉ, TORQUATO, SÁ e SILVA,  2014).

Caprino-ovinocultura

Criação de bodes, carneiros e etc. (FERREIRA, 2014) Uso: Caprino ovinocultura é uma riqueza econômica em quase todo o nordeste. (IRPAA, 2010)

Cisterna de enxurrada

Um tipo de cisterna que tem capacidade para acumular 52 mil litros e é construída dentro da terra, ficando somente a cobertura de forma cônica acima da superfície. O terreno é utilizado como área de captação. Quando chove, a água escorre pela terra e antes de cair para a cisterna passa por duas ou três pequenas caixas, uma seguida da outra, que são os decantadores. Os canos instalados auxiliam o percurso da água que escoa para dentro do reservatório. (FERREIRA, 2014) Uso: A cisterna de enxurrada ela faz a coleta da água por meio de um coletor. (IRPAA, 2014).

Cabrocha

ca.bro.cha. substantivo feminino.  moça jovem. Ex: Sua filha é uma cabrocha bonita.

Capuco

s.m. sabugo de milho. Ex: Jogou os capucos no munturo.

 

Cobertura Morta

A cobertura morta não apenas conserva umidade, mas também alimenta as plantas, as minhocas, micróbios e outras espécies de vida no solo. A matéria orgânica decomposta por estas várias formas de vida facilita a aglutinação das partículas do solo em uma estrutura mais grumosa, que retém melhor a água e os gases necessários para a vida das plantas. (FERREIRA, 2014) Uso: A gente vê palitando com cobertura morta, plantando com sorgo. (IRPAA, 2010).

Cabroeira

 

ca.bro.ei.ra/substantivo.  Muita gente. Uso. No inicio da festa, havia uma cabroeira de gente, depois foi esvaziando (CARDOSO, 2011).

Caqueiro

s.m. vasilha. Ex: Onde você pôs o caqueiro do cachorro?

 

Cobó

co./substantivo. 1. Do acervo lexical indígena Kiriri. 2. Roupa velha usada para o trabalho na roça. De quem é esse cobó?(REIS, 2014).

Caburé

 

ca.bu.. 1. O mesmo que caboré. 2. Nome dado à coruja, também conhecida como uma ave noturna agoreira. Sinônimo: Rasga-mortalha.  Uso. Expedito é um conhecedor dos sons da noite, logo não poderia ser de outra forma: ficou arrepiado o canto do caburé na jurema (CARDOSO, 2011).

Carcará

car.ca.rá/substantivo. Ave de rapina que possui forte presença na caatinga. Uso: Carcará voa baixo, sossegado, pousa no terreiro da casa da gente sem gente (LOPES, 1992, p. 88).

Cochinho

co.chi.nho/substantivo. Assento da bicicleta.  Uso: Tem que trocar o cochinho da bicicleta (CARDOSO,  2011).

Caçar

Caçar

 

ca.çar/verbo.  O verbo caçar é empregado para fazer referência ao ato de colher ou apanhar uma caça. Um caçador que caça um preá é aquele que o encontra. 3. Sinônimo. Procurar.  No sentido de procurar, o verbo caçar não significa, necessariamente, o ato de colher ou apanhar uma caça ou outro objeto de colheita.  Uso: Bento, quando estiver com tempo, cace o dinheiro que João perdeu (CARDOSO, 2011).

Carestia

ca.res.ti.a/substantivo. Encarecimento do custo de vida pela elevação do preço das mercadorias. Uso: Sem vergonhice, desrespeitos, malandragem, mentiras, enganação, carestia (LOPES, 1992, p. 83).

Cochinil

co.chi.nil/substantivo 1. Manta alcochoada, utilizada sobre a sela do animal; 2. Pano feito de linha com dois bolsões por dentro que serve para forrar a sela e carregar mantimento. 2. Uso: Alforjes, cochinil e a pele de criação amarrada na garupa (LOPES,  1992, p.26).

Cacete

 

ca.ce.te/substantivo. 1. Uma espécie de armamento utilizado para defesa indígena. 2. O cacete é feito de madeira e é utilizado geralmente quando os índios vão participar de movimentos de reivindicação fora do seu território (REIS, 2014).

Careta

ca.re.ta/substantivo. 1. Objeto feito do couro do boi em forma de tampão; 2. Na cultura do vaqueiro, é utilizada para tampar a cara do boi brabo. Usos: E nessas correrias, a pegada no sédem, a derrubada, a amarração da rês em pau forte. No outro dia, uma a uma encaretá-la, encambuá-la, conduzi-la a fechado de cerca.

Cocho

co.cho/substantivo. O cocho é um vasilhame feito de madeira para colocar comida para os animais.  Uso: O cocho das cabras já está ficando bem velhinho (CAFÉ, TORQUATO, SÁ e SILVA, 2014).

Cachaceiro

 

ca.cha.cei.ro/substantivo.  Recebe o nome de cachaceiro a pessoa que consome muita cachaça ou qualquer outra bebida alcóolica. Sinônimos: esponja, caixa d´água, pau-d´água, etc.  Uso: No final do dia, a rua fica deserta. Só nos bares, algumas conversas dos cachaceiros resistem (LOPES, 1992, p. 27).

Carga

car.ga/substantivo. 1. O que é transportado por pessoa, animal, veículo ou barco. 2. Ato de carregar. (FERREIRA, 2014) Uso: As mulheres carregavam água numa carga, mas depois da cisterna acabou. (IRPAA, 2008).

Cochunil

s.m. pano feito de linha com dois bolsões por dentro que serve para forrar a sela e carregar mantimento. Ex: Lave o cochunil hoje.

 

Cachimbo

 

ca.chim.bo/substantivo.  Objeto de madeira ou barro utilizado para fumar. Uso: As crianças não devem acender cachimbos (CARDOSO, 2011).

Carnaubeira

car.na.u.bei.ra/substantivo. 1. Planta chamada carnaúba, no sentido resistência. 2. Tipo de palmeira das vazantes dos rios e riachos. Uso: As carnaubeiras ficam tremendo nas palhas, como nunca se viu (LOPES, 1992, p. 80).

Coisar

v. quando a pessoa esquece do verbo adequado, mas precisa continuar falando. Ex: Você já coisou (enxugou) os pratos? Vá coisar (fechar) a janela.

 

Cacimba

 

ca.cim.ba/substantivo.  Fonte artificial de água em forma de poço, contendo água salgada ou doce para as pessoas ou animais beberem no período da seca. Uso: A água está lá embaixo, no fundo da cacimba, salgada, mijada de mijo de sapo (LOPES, 1992, p. 40)

Carne de Sol

Expressão adjetiva. Carne salgada e seca ao sol. (FERREIRA, 2014) Uso: A riqueza que é o reisado, a congada, o maracatu o samba de veio, o feijão verde o maxixe, a delícia que é o beiju a carne de sol e a rapadura com farinha. (IRPAA, 2008)

Coité

coi./substantivo.  Fruto parecido com uma cabaça que serve para apanhar água ou farinha. Uso: Antônio fez um coité bem feito (CARDOSO, 2011).

Cacimbar

ca.cim.bar/verbo. Encher-se de água (um terreno) formando poças aqui e além. (FERREIRA, 2014) Uso: Assim que nós fizermos o cacimbar ficou em dois palmos de água. (IRPAA, 2010).

Carneirote

car.nei.ro.te/substantivo. Carneiro jovem. É preciso fazer os apurados: junta-se a criação e lá se vão os marrãos de cabra e os carneirotes de pele (LOPES, 1992, p. 75).

Colar

co.lar/substantivo. Utilizado como adorno, um colar feito de sementes de pau-brasil falso. Existem várias cores e modelos. O vermelho, por exemplo, serve para prevenir o mau olhado.

Caçuá

 

ca.çu.á/substantivo.  1. Do acervo lexical indígena. 2. Cesto, balaio grande tecido de fibras vegetais que são colocados em jumentos, pendurados em cangalhas, para transportar lenha e outros objetos da atividade rural. Uso: Os caçuas são grandes para essa cangalha (REIS, 2014).

Carona

ca.ro.na/substantivo. 1. Peça dos arreios que consiste numa manta de couro, a qual se põe por baixo do lombo do animal. 2. Pessoa que não paga passagem. Uso:  Coloque a carona na sela (CARDOSO, 2011).

Colete

co.le.te/substantivo. 1. Vestimenta de couro que protege a parte troncular do vaqueiro contra os galhos e espinhos de árvores; 2. Colete usado como acessório para desfile ou festa. Uso: As vestes são uma armadura. Envolto no gibão de couro curtido, de bode ou de vaqueta; apertado no colete também de couro. (CUNHA, 1933, p.118- 119)

Caçula

ca.çu.la/substantivo. 1. Caçula é a designação dada ao filho/a ou irmã/o mais novo de uma família, não importa se é homem ou mulher (BUENO, 1898). 2. A palavra caçula também é usada para descrever a atividade de secar e moer do milho no pilão, com os braços. Uso: O meu caçula fez 12 anos neste mês.

Carranca

ca.r.ran.ca/substantivo. [Náutica] Figura de proa nas embarcações a vela. (FERREIRA, 2014) Uso: Pensar no São Francisco e não pensar na carranca é difícil. (IRPAA, 2012).

Comedor (Comedouro)

Co.me.dor/substantivo. O comedor é local onde os animais se alimentam. Uso:  Pererê, pererê, pererê, nos cavalos-de-pau, tocando os bezerros para o comedor (LOPES,  1992, p. 35).

Cacunda

ca.cun.da/substantivo. 1. Carregar uma criança apoiado do lado da cintura. 2. Costas (BUENO, 1898) Uso: Maria vive carregando o seu filho a cacunda.

Carro de boi

Expressão adjetiva. Uso: Agente trazia água em um carro de boi, num tambor. (IRPAA, 2012).

Comentado

co.men.ta.do/adjetivo. Fofocado. Uso: O dia já está comentado. A reza vai ser uma novena (LOPES, 1992, p. 52).

Cafundó

 

ca.fun./substantivo. Uma pessoa mora no cafundó, quando a sua casa fica muito distante: Lá nos cafundós do Judas; Lá onde o Judas perdeu as botas. Uso:  Pedro, você ainda está naquele cafundó? (BUENO, 1986).

Carrote

car.ro.te/substantivo. Barril. Uso: Paulo foi à cacimba buscar um barril de água (CARDOSO, 2011).

Compostagem

com.pos.ta.gem/substantivo. [Ecologia] Processo biológico que consiste em deixar fermentar os resíduos agrícolas e urbanos (gorduras domésticas), misturados ou não em terra vegetal. (FERREIRA, 2014) Uso: Nossa maior dificuldade é fazer a compostagem por causa que a gente não tem área suficiente. (IRPAA, 2011).

Cagaita

ca.gai.ta/substantivo. Fruto da árvore Cagaiteira, arvore de porte alto, chega á mais de 8 metros de altura e típica do cerrado brasileiro. Seus frutos são muito suculentos e consumidos ao natural ou em forma de geléias, sucos, licores, doces e sorvetes.

Casa de beneficiamento

Expressão adjetiva. Procedimento ou conjunto de procedimentos efetuados em matérias-primas ou produtos agrícolas antes da industrialização ou da distribuição (Uso: beneficiamento de grãos). (FERREIRA, 2014) Uso: A gente já tem a casa de beneficiamento da mandioca, não é nem de doce é da mandioca, conseguimos com muita luta. (IRPAA, 2011).

Compota

com.po.ta/substantivo. Doce de fruta em calda de açúcar. (FERREIRA, 2014) Uso: A geleia, o sequilho, o doce, a cambraia, a compota, tudo isso a gente faz. (IRPAA., 2010).

Caipora

 

cai.po.ra/substantivo. Criatura folclórica que vive no mato, oriundo da mitologia indígena, podendo ser uma mulher, criança e homem.  Uso: A caipora, temível dona do mato, não perdoa os caçadores displicentes que esquecem de lhe ofertar um pedaço de fumo... (LOPES, 1992, p. 10).

Casa de Farinha

Expressão. É uma fábrica onde se transforma a mandioca em farinha. No período colonial e do domínio dos engenhos de açúcar, era um dos pontos chaves do comércio do país. Vem de nossas origens indígenas e até hoje tem um papel muito importante em algumas comunidades rurais do semiárido baiano. 

Congada

con.ga.da/substantivo. Congada é o nome de uma festa popular de origem africana, criada por escravos negros no Brasil. Seus elementos formadores foram as festas de coroação de reis do Congo (daí seu nome), e os cortejos e bailados guerreiros, que mostravam as lutas da rainha Cinga, de Angola, contra os portugueses e outros chefes da região. (FERREIRA, 2014) Uso: A riqueza que é o reisado, a congada, o maracatu o samba de veio, o feijão verde o maxixe, a delícia que é o beiju a carne de sol e a rapadura com farinha. (IRPAA, 2008)

Cair na Pindaíba

1.Expressão utilizada para fazer a referência à situação das pessoas que entram em ruínas, endividados. 2. Pessoas que fazem escolhas “erradas” e depois caem na pindaíba. Uso: Quem inventa de imitar os ricos da rua só faz é acabar o criatório e cair na pindaíba (LOPES, 1992,  p. 18).

Casa de taipa

Locução adjetiva. Casa com parede de construções rústicas, feita de barro (a que se misturam às vezes areia e cal) comprimido numa estrutura entretecida de varas ou taquaras; pau-a-pique: casa de taipa. (FERREIRA, 2014) Uso: A Chesf prometeu que ninguém iria morar em casa de taipa, mas de alvenaria com banheiro. (IRPAA, 2013)

Consolo

con.so.lo/substantivo. O consolo é nome dado à chupeta  das crianças pequenas . Uso: A criança precisa de algum consolo (CARDOSO, 2011).

Caixão

cai.xão/substantivo. 1. Caixa grande. 2. Esquife com tampa. (FERREIRA, 2014) Uso: O barreiro de tão cheio faltava 40 cm para chegar como agente chama o caixão. (IRPAA, 2014).

Cata-vento

ca.ta.ven.to/substantivo. [Brasil] Nome por que são conhecidos os moinhos de vento que puxam água. (FERREIRA, 2014) Uso: Nós temos hoje um cata-vento, mas já pensou se não tivesse vento para dar água aos animais. (IRPAA, 2014).

Constipação

cons.ti.pa.ção/substantivo. Resfriado. Uso: Paulo acordou com sintomas de constipação (CARDOSO, 2011).

Caixeiro

 

cai.xei.ro/substantivo. Balconista, o homem do caixa. Uso: Não se esqueça de pedir o troco ao caixeiro.

Catar

ca.tar/verbo transitivo. 1. Pesquisar, buscar. 2. Espiolhar. (FERREIRA, 2014) Uso: Ei, Neném, eu acho bonito catar. Repara ai, óh. (IRPAA., 2008).

Consumição

con.su.mi.ção/substantivo. Sofrimento. Uso:  Não aguento tanta consumição (CARDOSO,  2011).

Calçola

 

cal.ço.la/substantivo. 1. Nome dado a uma roupa intima feminina. 2. Sinônimo. Calcinha.  Uso. A mãe troca a calçola da filha pequena diariamente (CARDOSO, 2011).

Catimbó

ca.tim.bó/substantivo. 1. O mesmo que catimbau. 2. Prática de feitiçaria que é feita por um catimbozeiro. Uso: Tem que tomar providência, procurar gente forte de catimbó (LOPES, 1992, p. 50).

Contrariação

con.tra.ri.a.ção/substantivo. Referente à contrariedade. Uso: Contrariação para os pais, o nome da família sujo (LOPES, 1992, p. 82).

Caldeirão

cal.dei.rão/substantivo. 1. Depósito natural de águas pluviais. 2. Escavação feita pela água da chuva ou pelo piso dos animais. (FERREIRA, 2014) Uso: Caldeirão é uma construção do tanque de pedra. (IRPAA, 2012).

Catingueira

 

ca.tin.guei.ra/substantivo. 1.  A catingueira é uma planta típica da caatinga também conhecida como pau-de-rato. 2. Nome dado às pessoas que vivem e que cultuam a caatinga, ou seja, uma pessoa catingueira nasce, cresce e convive com a realidade climática, biológica e culturaI da caatinga. Uso: A flor da catingueira é muito cheirosa. 

Converseiro

Com.ver.sei.ro/substantivo.  Muitas conversas. Uso: Na estrada, o movimento continua no converseiro de quem volta para casa (LOPES, E. 1992, p. 55).

Calha

ca.lha/substantivo. 1. Cano ou rego para conduzir a água a alguma parte. 2. Sulco ou canal por onde corre água. = CALE 3. Sulco por onde desliza ou corre algo (Uso: calha das portas corrediças). 4. Canal fechado, geralmente de matéria plástica, que cobre fios ou canos (Uso: usaram umas calhas para fazer a nova instalação elétrica). (FERREIRA, 2014) Uso: Rebaixamento do nível da calha do riacho. (IRPAA, 2012)

Catingueiro

ca.tin.guei.ro/adjetivo. Homem que vive na caatinga.

Cooperativismo

co.o.pe.ra.ti.vis.mo/substantivo. [Política] Sistema que preconiza o princípio cooperativo como meio de progresso e distribuição de riqueza (FERREIRA, 2014) Uso: Tudo aqui é baseado no cooperativismo tudo que faz, as atividades são divididas por igual. (IRPAA, 2011).

Calundu

 

ca.lun.du/substantivo 1. Uma pessoa está com calundu, quando está com birra, dengo ou manha. 2. Quando alguém se encontra com certo mal estar sem motivo aparente, uma forma de chantagem.  Uso: Maria amanheceu com calundu (CARDOSO, 2011).

Cavaco

ca.va.co/substantivo. 1. Pequenas lascas de madeira (BUENO, 1898), também conhecido como gravetos, sempre usado para fazer fogo em fogão à lenha. 2. Uma conversa rápida sem assunto fixo, sempre mudando de uma forma rápida. (BUENO, 1898). Uso: José se esqueceu de busca cavaco para acender o fogo.

Cooperativista

co.o.pe.ra.ti.vas/substantivo. Grupo de compradores, comerciantes ou produtores que praticam a cooperação. (FERREIRA, 2014) Uso: Falta estrutura para as cooperativas. (IRPAA, 2010)

Camará

ca.ma.rá/substantivo. Arbusto da família das verbenáceas (BUENO, 1898) florífero de enfeite ornamental para jardins, suas pequenas flores e folhas serve, para usos medicinal, o chá serve para Afecção pulmonar, asma, bronquite, dor de ouvido, espasmo, febre, peitoral, reumatismo e tosse. Uso: sempre que meu filho esta com tosse, faço camará para ele.

Cavalo peado no pasto

Expressão adjetiva. 1. Prender com peia. 2. [Figurado] Impedir, pôr obstáculos a. (FERREIRA, 2014) Uso: O dia de Osvaldo Dias Gomes começa ás 5h, quando vai procurar o seu cavalo, peado no pasto. (IRPAA., 2008)

Copa

s.f. cozinha. Ex: O caderno tá na copa.

 

Cambalear

 

cam.ba.le.ar/verbo.  Uma pessoa está cambaleando, quando anda sem firmeza do destino, trôpego. Uso: Caboclo brabo vagueia no mato perdido no tempo e achado no lugar. Cambaleando, anda sem rumo, à procura de um rumo sem saber onde está (LOPES, 1992, p. 31).

Cavoucar (Cavucar)

ca.vou.car/verbo.  O verbo cavoucar significa cavar, futucar e mexer. Uso:  Todo o gado cheira o couro, todo o gado começa a cavucar o chão, todo o gado começa a berrar (LOPES, 1992,  p. 38).

Copo de chifre

substantivo. Recipiente feito do chifre do boi, sem tampa, utilizado na cultura do vaqueiro para acondicionar pequenas porções de água ou cachaça. Uso: O vaqueiro bebeu a água no copo feito do chifre do boi.

Cambão

 

cam.bão/substantivo.  1. Do acervo lexical do vaqueiro. 2. Pau curvado colocado no cangote do boi valente para não correr. Uso: Boi valente sem cambão é trabalho dobrado! (CAFÉ, TORQUATO, SÁ e SILVA, 2014).

Cera de carnaúba

Locução adjetiva. Espécie de sebo que se extrai da carnaubeira. (FERREIRA, 2014) Uso: Em alguns lugares são desenvolvidos os artesanatos, em outros são produzidas as rapaduras, a farinha, a cera de carnaúba. (IRPAA, 2009)

Cordel

cor.del/substantivo. Relativo a literatura de caráter popular. (FERREIRA, 2014) Uso: Nós temos o xaxado que os jovens recitam a literatura de cordel onde revelamos grandes escritores.

Cambite

 

cam.bi.te/substantivo.  Utensílio de madeira usado na cangalha para carregar madeira em mulas, jumentos e cavalos. Não temos mais madeira boa para fazer cambite (CARDOSO, 2011).

Cerca

cer.ca/substantivo. Muro ou vedação que rodeia um terreno. (FERREIRA, 2014) Uso: Nós já tínhamos 60km de cerca e eles derrubaram. (IRPAA, 2011).

Cordiniz

cor.di.niz/substantivo. Nome dado a um pássaro que vive em bando e quando voa faz um barulho que assusta quem está perto. Uso: Se assustou com o voo da cordiniz (CARDOSO,  2011).

Cambota

 

cam.bo.ta/adjetivo.  Pessoas que caminham com as pernas tortas, curvadas.   

Cercado

cer.ca.do/substantivo. 1. Terreno rodeado de cerca ou sebes. 2. [Brasil] Cerca. (FERREIRA, 2014) Uso: A gente cria bode, cavalo gado, jumento e criamos solto, temos um cercado para a hora da aparição, mas criamos solto. (IRPAA., 2010).

Coronelismo

co.ro.ne.lis.mo/substantivo. 1. Sistema autoritário baseado no poder de um ou mais coronéis. 2. Sistema político e social baseado no poder dos coronéis latifundiários do interior do Brasil, vigente durante a Primeira República (1889- 1930). (FERREIRA, 2014) Uso: A gente era acostumado com a política de coronéis e tínhamos o medo de falar. (IRPAA, 2010).

Cambraganza

 

cam.bra.gan.za/substantivo. Nome dado ao escorpião. Uso: Ainda tem cambranganza no sapato (CARDOSO, 2011).

Cerimônia

ce.ri..nia/substantivo. Diz- que uma pessoa está com cerimônia, quando está com vergonha, timidez. Uso: Quando viu a moça ficou com cerimônia (CARDOSO, 2011).

Corredeira, Cobra verde, duas cabeças, cascavel, jararaca, jiboia

Substantivos. Tipos de cobras existentes no Sertão Semiárido. (FERREIRA, 2014) Uso: Tem muita cobra corredeira; cobra verde; duas cabeças; cascavel; jararaca; jiboia. (IRPAA, 2013)

Caminhão Pipa

Caminhão com vasilha grande, bojuda, de aduela, usado para transportar água no período da seca. Uso: Eu comprava água, eu dava 120 por uma pipa d’água. (IRPAA, 2011).

Chafurdar

v. bagunçar. Ex: O que é que esses meninos tão chafurdando na varanda?

 

Corrego

cór.re.go/substantivo. 1. Rego por onde corre bastante água. 2. Caminho apertado entre montes. 3. Desfiladeiro. (FERREIRA, 2014) Uso: A cisterna de enxurrada é implantada em um pequeno córrego. (IRPAA, 2014).

Camomila

ca.mo.mi.la/substantivo.  [Botânica] Planta asterácea, odorífera vivaz, de flores amarelas, de que se fazem infusões medicinais. (FERREIRA, 2014) Uso: Eu tenho arruda, camomila para remédio. (IRPAA, 2012).

Chamboque

cham.bo.que/substantivo. Pedaço. Uso: Com a chuva, caiu um chamboque da parede. (CARDOSO,  2011).

Cova

co.va/substantivo. Buraco fundo feito no solo. (FERREIRA, 2014) Uso: Fiz as covas e coloquei o composto e coloquei o maracujá. (IRPAA, 2011).

Campeado

cam.pe.a.do/adjetivo. 1. Procurado, perseguido. 2. Campear é procurar no campo. 3. Nome dado a animais pegos na caatinga. Uso: Homem encourado, sem ser vaqueiro, fica parecendo armação do diabo. Quando entra no mato, se amofina, se engancha em qualquer pau. Se perde e perde os bichos campeados (LOPES, 1992, p. 47).

Chamego

cha.me.go/substantivo. Carinho exagerado; grude com algo ou alguém. Uso: O menino não conseguia esquecer daquele cabrito, os dias se iam e o mesmo chamego (LOPES, 1992, p. 45).

Cravinote

cra.vi.no.te/substantivo.  Espingarda. Uso: Esconda o cravinote das crianças. (CARDOSO,  2011).

Campo Batido

Locução adjetiva. 1. Campo planado. 2. Área de terra que já foi vasculhada por vaqueiros em busca de animais. 3. Área em que o pasto já foi consumido, onde não resta mais alimento para os animais. Uso: O campo está todo batido (LOPES, 1992, p. 21).

Chapado

cha.pa.do/adjetivo. Uma pessoa fica chapada, quando está bêbada. Uso: O jovem chegou chapado da festa (CARDOSO, 2011).

Criame de peixe

Expressão adjetiva. [Brasil] Local onde se cria gado ou outros animais. = CRIADOURO. (FERREIRA, 2014) Uso: Aqui temos o criame de peixe, onde temos 180 peixes para vender. (IRPAA., 2013).

Campriô.

cam.pri.ô/substantivo. Nome dado ao cachimbo utilizado pelos índios do nordeste. Também conhecido como malaco.  O campriô é um artesanato bonito (REIS, 2014).

Chapéu-de-couro

Substantivo. 1. Peça confeccionada em couro cru com abas arredondadas. 2. Peça para cobrir a cabeça do vaqueiro que serve de proteção contra o sol forte e livrá-lo das pontas agudas das árvores. 3. Atualmente é também usado nas missas, nos velórios e em eventos sociais das pequenas cidades do sertão semiárido. Uso: O vaqueiro conhece seu campo, seus bichos, também sua gente e sabe o trato certo do costume do lugar. tem seus trajes e orgulhos, zela a honra e o dever. Em qualquer situação, sempre está de chapé-de-couro, sapato e facão. (LOPES, Esmeraldo. Vozes do Mato).

Criatório

cri.a..rio/substantivo.  1. Nome dado ao total e à variedade de animais de uma propriedade: bois, vacas, ovelhas. 2. Local onde se colocam os animais criados nas roças. Uso: Quem inventa de imitar os ricos da rua só faz é acabar o criatório e cair na pindaíba (LOPES,  1992, p. 18).

Canal

ca.nal/substantivo. Curso de água natural ou artificial utilizado para diversos fins, como irrigação, navegação, alimentação de fábricas ou de barragens, etc. (FERREIRA, 2014) Uso: A Chesf tem que fazer um canal do rio para a gente não ter sede. (IRPAA, 2013)

Chapéu-de-palha

Substantivo composto. 1. Peça confeccionada com palha, de abas arredondadas. 2. Serve para proteção contra p sol forte e das pontas agudas das árvores. Uso: De logo se percebe, pelo jeito diferente: abóboras, batatas, peixes, chapéus-de-palha, calças arregaçadas, chinelos salgabunda, e nas mãos e ombros, sacos e boca-pis (LOPES, E. 1992, p. 27).

Cuia

cui.a/substantivo. Uma cabaça partida em duas bandas forma as cuias que servem para pegar água nos tanques. Uso: Vamos pegar cuias para tomar água (CARDOSO, 2011).

Canário

ca.ná.ri.o/substantivo masculino 1. Passáro amarelo, que possui um canto melancólico. 2. Ave passeriforme, fringilídea (Serinus canarius), originária das ilhas Canárias, da Madeira e dos Açores, de onde foi introduzida em outros países, sendo domesticada na Itália no séc. XVI e propagando-se rapidamente pela Europa.

Chiado

chi.a.do/substantivo. Uma expressão do sotaque, diferenças no sotaque. Uma pessoa apresenta chiado quando fala com sotaques estranhos, normalmente, se usa quando um sertanejo se apropria do sotaque sulista. Uso: O home tá sabido cumpadre. Falante... Êta cabra dum chiado danado, vote! (LOPES, 1992, p. 75).

Cunha

cu.nha/substantivo Peça de ferro ou de madeira em forma de diedro sólido, para rachar lenha, fender pedras. 2. Peça de madeira utilizada para acunhar ou fixar a enxada no cabo. O avô de Ana faz boas cunhas (CARDOSO, 2011).

Cancela

can.ce.la/substantivo. Porteira. Uso: Deixe a cancela aberta.

 

Chiar

chi.ar/verbo. 1. Fazer barulho, zoar. 2. Sinônimo. Reclamar, demonstrar insatisfação. Uso: Na beira da estrada a cascavel, escondida, lambisgava a língua pelo ar, faiscando horror pelos olhos e sacudindo o rabo em um chiar medonho. (LOPES, 1992, p. 37).

Curação

cu.ra.ção/substantivo.  Quando se faz a cura de um animal. Uso: [...] cum coração de curação. Pronto! Os bicho da bicheira cai tudim [...] (LOPES, 1992, p. 15).

Candeeiro

 

can.de.ei.ro/substantivo. Luminária de querosene utilizada para iluminar o interior das casas. 2. Nas áreas rurais do semiárido baiano, o candeeiro  ainda é um objeto muito conhecido e utilizado.  Sinônimo: candeia.  Uso:  O querosene que temos é suficiente para dois candeeiros (CARDOSO, 2011).

Chichilar

chi.chi.lar/verbo. Muito devagar. Uso: Só arruma a casa chichilando (CARDOSO, 2011)

Curcuviado

cur.cu.vi.a.do/substantivo 1. Curvas. Uso: A estrada estirada, cheia de curcuviado com altos e baixos, mais parece uma cobra andando (LOPES, 1992, p. 26).

Cangalha

 

can.ga.lha/substantivo 1. Peças de madeira forrada de couro, em cujas hastes são pendurados sacos, caçuás, etc. 2. A cangalha é usada geralmente no lombo dos burros, mas também pode ser usada em jumentos. Uso: Um caçuá pesado derruba a cangalha (BUENO, 1986; CARDOSO, 2011).

Chicote

chi.co.te/substantivo Tira de couro trançada utilizada pelo vaqueiro para açoitar os animais. Uso: Esporas nos pés, chicote na mão, montaria em prumo, toma-se o caminha da rua (LOPES, 1992, p. 26).

Curimatá

cu.ri.ma.tá/substantivo. Peixe característico da região do Quidé. Uso: Hoje pescamos muito Acumatá.

Cangote

 

can.go.te/substantivo. 1. Nome dado ao pescoço; 2. A expressão “fungado no cangote” é usada certas letras de forró no nordeste para significar “cheiro no pescoço” (CARDOSO, 2011).

Chinelo salgabunda

Chinelo de arrasto, que tem solado de pneus e por isso quando bate na bunda deixa ardida. De logo se percebe, pelo jeito diferente: abóboras, batatas, peixes, chapéus-de-palha, calças arregaçadas, chinelos salgabunda, e nas mãos e ombros, sacos e boca-pis (LOPES, 1992, p. 27).

Curral

cur.ral/substanvivo.  Área descoberta ou coberta e fechada onde se recolhe o gado, feito de estacas de madeira. Uso: De cerca mesmo, basta a do curral, a da cacimba, a dos chiqueiros, a do cercado de palma e a da roça (LOPES, 1992, p.25).

Canjica

can.ji.ca/substantivo. Alimento feito de milho verde moído e depois cozido até se transformar em um creme e se acrescenta leite, Açúcar e canela (BUENO, 1898). Também poderem ser feita com os caroços inteiro do milho.

Chiqueiro

chi.quei.ro/substantivo  1. Recinto onde fica animais pequenos como: cabra, ovelhas e etc, feito de estacas de madeira em formato de quadrado com uma parte coberta de telhas. Uso: De cerca mesmo, basta a do curral, a da cacimba, a dos chiqueiros, a do cercado de palma e a da roça (LOPES, 1992, p. 25).

Curral Novo

Expressão adjetiva. Área descoberta cercada ou recinto coberto fechado onde se recolhe o gado (FERREIRA, 2014). Uso: Esta é uma área de curral novo, era uma área desabitada. (IRPAA, 2013)

Cano

ca.no/substantivo. Tubo para conduzir fluidos. (FERREIRA, 2014) Uso: Tira as bicas, os canos da cisterna para limpar. (IRPAA, 2013).

Chocalho

cho.ca.lho/substantivo 1. Espécie de campainha ou sino com badalo que se põe no pescoço do animal. 2. Objeto oco com pedrinhas dentro, que soam quando se agitam e facilita a localização do animal. Uso: E a palavra corta a monotonia da noite e se confunde com o berro dos animais, com o badalar dos chocalhos (LOPES, E. 1992, p. 09). 

Cururu

cu.ru.ru/substantivo. Sapo. Uso: Morre de medo de cururu (CARDOSO, 2011).

Cantareira

s.f. clavícula. Ex: Quebrou a cantareira.

 

Chuliadeira

chu.li.a.dei.ra/substantivo. Um tipo de prego miúdo, geralmente usado para pregar sola dos sapatos ou cochos de pneus. Uso:  Pregue umas chuliadeiras no cocho (CARDOSO,  2011).

Custoso

cus.to.so/adjetivo. O que é difícil. Uso:  Acho custoso ele deixar de fumar. (CARDOSO,  2011).

Canteiro suspenso

Expressão adjetiva. Uso: Quando tínhamos água agente plantava uns canteiros suspenso. (IRPAA, 2014).

Chumba

chum.ba/verbo. 1. Ato de beber bastante bebida alcoólica ate chumbar ao ponto da pessoa não conseguir nem ficar em pé.(BUENO, 1898) 2. Soldar com chumbo ou outro metal. (BUENO, 1898) 3. Tampar algum buraco com massa. Uso: O marido da minha vizinha todo dia chumba, ela fica desesperada.

Cuzcuz

cuz.cuz/substantivo. Alimento feito a base de farinha de milho. Salgado e levemente umedecida, a massa é posta a marinar para incorporar o tempero. Daí tem a sua consistência pela infusão no vapor. Pode ser incrementado com outros ingredientes, como é o costume do sudeste do Brasil, ou apenas ir acompanhado de leite, ovos, manteiga ou carne-de-charque, como é a preferência no nordeste.

Canteiros econômicos

Expressão adjetiva. Técnica em que a família cultiva diversas hortaliças utilizando pouca água. (FERREIRA, 2014) Uso: Quando os barreiros secam a gente vai utilizar os canteiros econômicos. (IRPAA, 2012).

Universidade do Estado da Bahia - UNEB - Departamento de Ciências Humanas - DCH - Campus III
Rua Edgar Chastinet, s/n, São Geraldo - 48.905-680, Juazeiro - Bahia - Brasil
Desenvolvido por Kikovillar


  • parceiro03
  • parceiro 4
  • uneb_banner
  • banner  264 x 233 px 1